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terça-feira, 20 de agosto de 2019


Aplicativo SOS Mulher – Um auxilio á mulheres em risco



                    
          O aplicativo "SOS Mulher" é mais um recurso a ser utilizado por mulheres em situação de risco. Disponível para o Estado de São Paulo tem um recurso chamado de botão "socorro" que permitirá o acionamento de uma viatura da Polícia Militar que esteja a cerca de 4km de onde foi acionado.
            O SOS Mulher é destinado a mulheres que já se encontra sob medida protetiva pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O objetivo é encurtar o caminho para mulheres acionarem ajuda das autoridades quando necessário.
        Resta saber se o recurso é funcional, é preciso avaliar a agilidade e os desdobramentos dos atendimentos, além de acompanhar como acontece o acolhimento das vitimas e punições aos agressores. Entre tantos problemas quanto as questões relacionadas á violência doméstica esta a cultura machista em relação ao assunto.
          É essencial que as autoridades governamentais percebam a necessidade de auxiliar a população em outros campos, colaboradores públicos e privados, principalmente pessoas que lidam diretamente com a população deveriam ser submetidos a cursos e formações relacionadas ás mudanças de comportamentos socais, além de atualização sobre as leis que combatem o racismo, machismo e homofobia.
Informação, educação e punição são pilares do ponto de partida para que reais mudanças aconteçam.




Bell Braga. 

sábado, 4 de agosto de 2018

Tatiane - Mais uma para as estatísticas. Será que é um exagero o que falam sobre violência contra a mulher?


É apenas mais uma. É assim que se faz para somar as estatísticas. Tatiane é mais uma que não teve “sorte”, e se uniu a um cara “mal”, alguém que não a respeitava, e não poupou a sua vida. Alguns tentam questionar, dizem não saber o que ela fez para aquilo acontecer, ou que foi uma fatalidade, tentam justificar o injustificável, e falham quando a verdade é uma só, eles não respeitam mulheres como serem humanos.

Então mais uma vez acabou Tatiane se foi, e Marias, e Anas, e tantas outras... Planos e sonhos se desfizeram por que outro alguém decidiu que seria assim, usou a sua força física contra alguém, cujo o gênero a estimula a ser “frágil”, enquanto ele cresceu aprendendo como fazer com que as mulheres fossem oprimidas, e encurraladas. Devem fazer a sua vontade.

Ao pensar no desespero dessa mulher a minha alma gela, me faz lembrar quantas mais somos nessa mesma situação, e como pensam em sair, e como se entregam em orações para que se livrem de seus opressores violentos. Tatiane é o retrato daquilo que tentam esconder todos os dias como se não existisse, mas que sabemos estar na vizinha, na prima, com a irmã, e conosco, é mais comum do que se imagina, e menos combatido do que deveria.

A tristeza maior é perceber que ainda não temos forças para ser maior que isso, para as denúncias assustarem, para eles temerem as autoridades mais do que nós os tememos. As nossas leis são fracas, e o barulho vem e logo passa, e então Tatiane é só mais um número, e qualquer uma de nós poderá ser o próximo.

Ser mulher é viver com medo, mesmo querendo lutar. Não queremos viver á base de nossa própria sorte, queremos viver bem por direito.

Que a sua morte não seja em vão, como tantas já foram.
Vamos aumentar as estatísticas dos agressores, antes que se tornem de mortes de mulheres. Esta sociedade não suporta mais feminícidios!
Disque: 180.


Texto Grazy Nazario.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Cultura do Estupro

FEMINISMO - TCA 2016
"A ideia radical de que as mulheres são gente"
(Simone Beavoir)

Cultura do Estupro
Por: Sara Cavalari e Mariana Barbedo

Na década de 70, foi criado o grupo “Rape Culture” pelas feministas americanas, que significa “Cultura do Estupro”. A cultura do estupro em geral, é tudo aquilo que encoraja agressões sexuais masculinas, apoia e normaliza a violência contra a mulher. Em verdade, vivemos numa sociedade onde não é ensinado a não estuprar, mas sim, a não ser estuprada. 

A gente vê a cultura do estupro quando as pessoas tentam justificar um estupro, jogar a culpa na vitima, com justificativas como “mas ela estava usando uma roupa curta/provocante”, “ela usa drogas”, “se não estivesse na rua naquele horário nada disso teria acontecido”, “ela é mulher de traficante”, “ela gosta de sexo grupal”, “ela não é santa”.

A cultura do estupro faz com que esses argumentos validem uma recriminação da própria vitima, que naturalize a pratica do estupro e de outras formas de violência sexual, que começam desde cantadas na rua (com conotações sexuais), assédios físicos e/ou até ao mesmo estupro. Essa cultura convence a todos que estuprar, molestar e assediar, são atitudes naturais e se devem ou justificam pela postura das vitimas. A cultura do estupro está nas formas de piadas e gírias, nas musicas, na linguagem, nos programas televisivos como: séries, novelas, que banalizam o estupro, propagandas que retratam as mulheres como se todas estivessem disponíveis para o prazer dos homens, e isto está tão presente em nossas vidas que acabamos por achar normal.

Tudo isso colabora para a criação e manutenção do pensamento de que as mulheres são feitas para satisfazer as vontades sexuais dos homens. Este é o lugar designado às mulheres na nossa sociedade, o que contribui para que as pessoas pensem que o estupro é uma questão de sexo e sexualidade, uma miragem misógina que violenta tantas mulheres.


Trata-se de uma forma bárbara de violência, uma agressão brutal que invade o corpo de outra pessoa. Nada justifica um estupro. Vivemos numa sociedade patriarcal, sofremos violências derivadas desse elemento e, por acreditar que a cultura “não é uma santa no altar” e que ela pode e deve ser transformada, colocamo-nos na luta contra o machismo, em favor de uma sociedade humanamente melhor. A igualdade dos direitos formal não é o suficiente, pois apenas papeis não garantem vivência igualitária e justa. Estamos transformando nossa escola e nossas vidas. Avante!





Sara Cavalari tem 14 anos e é estudante da EMEF Sérgio Milliet localizada na zona leste de São Paulo. Mariana barbedo é sua professora e orientadora no projeto TCA (Trabalho Colaborativo Autoral), e é sua orientadora.  



terça-feira, 8 de março de 2016

Dia internacional da Mulher - Mulheres de Luta!


O reflexo das batalhas femininas ao longo da história aos poucos toma forma e ilustra de maneira clara a cada dia a conquista de um espaço, que antes jamais fora permitido. No entanto a problemática envolvendo estas questões são milhares, e transitam desde o descobrimento da mulher como protagonista da própria vida, transformações sociais de gêneros, questões culturais, socioeconômicas, entre outras, além do perceber-masculino diante de uma realidade absolutamente desconhecida. Está tudo muito louco, mas nunca o cenário foi tão favorável às mudanças, e o caminho tão certo.

Neste dia internacional da mulher ainda temos grandes índices de violência contra as mulheres, e o pior, os números não baixam! Sem contar os casos de descumprimento de responsabilidades paternas, discursos de intolerância contra os novos gêneros identificados e assumidos de forma aberta, e ainda questões como aborto, feminicídio e sexualidade, ao qual não se abrem debates, simplesmente se fecham, e nos fecham para as possíveis discursões, como se não fossemos capazes de entender ou decidir o que é melhor para nós. Em pleno século XXI a mulher contemporânea é vitima de sua colocação social, daquilo que escolheram para ela ser, e que ela aceitou como sendo a sua única alternativa.

As questões de comportamento ainda são o ponto chave da maioria das situações divergentes entre homens e mulheres, até mesmo dentro dos grupos. Todos estão em atritos, são opiniões geradas a partir de milhares de anos, são condutas fixadas culturalmente, a partir de fundamentos diversos e de varias natureza, e ainda é preciso considerar que cada pessoa sente a vida a seu modo, e muitas vezes a discordância enriquece o debate, o importante é ter foco, é entender que o principal é a igualdade de direitos, e não a submissão.

Diante de um quadro confuso e absolutamente novo, homens e mulheres sentem dificuldades em entender o que devem fazer para passar por esta fase, e evoluir a partir dela, ou pior, administrar a duvida em como direcionar o seu posicionamento. Além disso, existem aqueles que negam a realidade, se comportam como se as mudanças não acontecessem, não leem, estudam, ou simplesmente ignoram tudo! Desejam criar filhos e manter opiniões que meramente não cabem, é como tentar encaixar um quadrado em uma abertura circular, é apenas impossível.

As mudanças acontecerão, ora mais lenta, ora mais rápida, e todos serão remexidos de sua zona de conforto, para descobrir o novo, é preciso negar o velho, deixar aquilo que acreditamos durante toda a nossa vida e se abrir as mudanças, isto é difícil, e leva tempo, porém é possível.

Quanto à duvidas recorrentes, é simples, entender as vontades femininas, é mais que básico. A mulher não é uma extensão de nada, nem de ninguém, mas um ser individual e único, que se mantem e se basta, cada uma a seu modo espalha a sua essência. Querem ser cuidadas sim, mas entenda, ela sabe se cuidar, e exige respeito quando quiser uma coisa ou outra, isto é essencial para a sua felicidade e independência como ser humano.

A mulher não precisa ser heroína por carregar as grandes responsabilidades da humanidade, cada qual com a sua parte, por favor! Ninguém quer ser considerada “Super” por se anular, não compreender o próprio valor, ou não se considerar o bastante para fazer as próprias escolhas. As responsabilidades devem ser divididas de acordo com seu tempo, as suas qualificações e disponibilidade, e jamais por seu gênero.  

A cada dia a mulher se descobre mais, deseja ser parte integra, e integrada na sociedade, mesmo enfrentando as dificuldades, aprendemos a ser fortes, e não é por que alguns têm preguiça de consertar o mundo, que vamos aceitar de qualquer jeito.  

Por: Grazy Nazario.


Dia internacional da Mulher - Mulheres de Luta!


O reflexo das batalhas femininas ao longo da história aos poucos toma forma e ilustra de maneira clara a cada dia a conquista de um espaço, que antes jamais fora permitido. No entanto a problemática envolvendo estas questões são milhares, e transitam desde o descobrimento da mulher como protagonista da própria vida, transformações sociais de gêneros, questões culturais, socioeconômicas, entre outras, além do perceber-masculino diante de uma realidade absolutamente desconhecida. Está tudo muito louco, mas nunca o cenário foi tão favorável às mudanças, e o caminho tão certo.

Neste dia internacional da mulher ainda temos grandes índices de violência contra as mulheres, e o pior, os números não baixam! Sem contar os casos de descumprimento de responsabilidades paternas, discursos de intolerância contra os novos gêneros identificados e assumidos de forma aberta, e ainda questões como aborto, feminicídio e sexualidade, ao qual não se abrem debates, simplesmente se fecham, e nos fecham para as possíveis discursões, como se não fossemos capazes de entender ou decidir o que é melhor para nós. Em pleno século XXI a mulher contemporânea é vitima de sua colocação social, daquilo que escolheram para ela ser, e que ela aceitou como sendo a sua única alternativa.

As questões de comportamento ainda são o ponto chave da maioria das situações divergentes entre homens e mulheres, até mesmo dentro dos grupos. Todos estão em atritos, são opiniões geradas a partir de milhares de anos, são condutas fixadas culturalmente, a partir de fundamentos diversos e de varias natureza, e ainda é preciso considerar que cada pessoa sente a vida a seu modo, e muitas vezes a discordância enriquece o debate, o importante é ter foco, é entender que o principal é a igualdade de direitos, e não a submissão.

Diante de um quadro confuso e absolutamente novo, homens e mulheres sentem dificuldades em entender o que devem fazer para passar por esta fase, e evoluir a partir dela, ou pior, administrar a duvida em como direcionar o seu posicionamento. Além disso, existem aqueles que negam a realidade, se comportam como se as mudanças não acontecessem, não leem, estudam, ou simplesmente ignoram tudo! Desejam criar filhos e manter opiniões que meramente não cabem, é como tentar encaixar um quadrado em uma abertura circular, é apenas impossível.

As mudanças acontecerão, ora mais lenta, ora mais rápida, e todos serão remexidos de sua zona de conforto, para descobrir o novo, é preciso negar o velho, deixar aquilo que acreditamos durante toda a nossa vida e se abrir as mudanças, isto é difícil, e leva tempo, porém é possível.

Quanto à duvidas recorrentes, é simples, entender as vontades femininas, é mais que básico. A mulher não é uma extensão de nada, nem de ninguém, mas um ser individual e único, que se mantem e se basta, cada uma a seu modo espalha a sua essência. Querem ser cuidadas sim, mas entenda, ela sabe se cuidar, e exige respeito quando quiser uma coisa ou outra, isto é essencial para a sua felicidade e independência como ser humano.

A mulher não precisa ser heroína por carregar as grandes responsabilidades da humanidade, cada qual com a sua parte, por favor! Ninguém quer ser considerada “Super” por se anular, não compreender o próprio valor, ou não se considerar o bastante para fazer as próprias escolhas. As responsabilidades devem ser divididas de acordo com seu tempo, as suas qualificações e disponibilidade, e jamais por seu gênero.  

A cada dia a mulher se descobre mais, deseja ser parte integra, e integrada na sociedade, mesmo enfrentando as dificuldades, aprendemos a ser fortes, e não é por que alguns têm preguiça de consertar o mundo, que vamos aceitar de qualquer jeito.  

Por: Grazy Nazario.


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