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sábado, 17 de novembro de 2018

Biografia - Grazy Nazario


Projeto "Mulher Fora da Vitrine"

É um livro aobre mulheres, mas não apenas para mulheres ler. Trata-se de uma coletânea de historias protagonizadas por mulheres, diversos temas, cada uma diante de uma realidade diferente. Nos ensinando e nos apresentando varias formas de ver a vida, o amor a si mesma e ao próximo. 
Vale a pena conferir! 

Biografia da autora

Grazielle Nazario de Oliveira nasceu na cidade de São Paulo; é graduada em Artes Visuais e atua como professora na rede publica de ensino, é escritora de ficção, contos, crônicas e artigos de assuntos diversos. Também faz publicações semanais em blogs, além de produzir vídeos publicados na rede.
Seus trabalhos tratam de assuntos variados voltados a temas atuais, principalmente relacionados aos direitos das mulheres, lutas e conquistas. Acredita que a reflexão é a principal ferramenta das diversas linguagens da arte.  
Contato: E-mail: graziellenazario10@hotmail.com
Para conhecer melhor os seus trabalhos acesse:
 Guerrilha Feminina






sábado, 4 de agosto de 2018

Tatiane - Mais uma para as estatísticas. Será que é um exagero o que falam sobre violência contra a mulher?


É apenas mais uma. É assim que se faz para somar as estatísticas. Tatiane é mais uma que não teve “sorte”, e se uniu a um cara “mal”, alguém que não a respeitava, e não poupou a sua vida. Alguns tentam questionar, dizem não saber o que ela fez para aquilo acontecer, ou que foi uma fatalidade, tentam justificar o injustificável, e falham quando a verdade é uma só, eles não respeitam mulheres como serem humanos.

Então mais uma vez acabou Tatiane se foi, e Marias, e Anas, e tantas outras... Planos e sonhos se desfizeram por que outro alguém decidiu que seria assim, usou a sua força física contra alguém, cujo o gênero a estimula a ser “frágil”, enquanto ele cresceu aprendendo como fazer com que as mulheres fossem oprimidas, e encurraladas. Devem fazer a sua vontade.

Ao pensar no desespero dessa mulher a minha alma gela, me faz lembrar quantas mais somos nessa mesma situação, e como pensam em sair, e como se entregam em orações para que se livrem de seus opressores violentos. Tatiane é o retrato daquilo que tentam esconder todos os dias como se não existisse, mas que sabemos estar na vizinha, na prima, com a irmã, e conosco, é mais comum do que se imagina, e menos combatido do que deveria.

A tristeza maior é perceber que ainda não temos forças para ser maior que isso, para as denúncias assustarem, para eles temerem as autoridades mais do que nós os tememos. As nossas leis são fracas, e o barulho vem e logo passa, e então Tatiane é só mais um número, e qualquer uma de nós poderá ser o próximo.

Ser mulher é viver com medo, mesmo querendo lutar. Não queremos viver á base de nossa própria sorte, queremos viver bem por direito.

Que a sua morte não seja em vão, como tantas já foram.
Vamos aumentar as estatísticas dos agressores, antes que se tornem de mortes de mulheres. Esta sociedade não suporta mais feminícidios!
Disque: 180.


Texto Grazy Nazario.



quinta-feira, 21 de junho de 2018

Machismo legalizado - Copa Rússia 2018


A repercussão negativa do vídeo de brasileiros assediando uma mulher russa nesta Copa 2018 esta circulando o mundo, e levantando uma questão já anunciada por muitas mulheres há tempos, são reclamações  jamais ouvidas com atenção, mas que sempre nos incomodou. Aquela coisa do “mimimi” e de que “tudo agora é chato”, finalmente parece estar trilhando o seu caminho real, a exigência pelo respeito às mulheres como seres humanos parece chegar perto de acontecer. Ninguém quer ser tratado como o objeto de sua piada, ou servir de palco de humilhação e diversão para um grupo seleto, que de alguma forma se coloca em uma situação privilegiada. O mundo será chato para aqueles que não respeitam as pessoas, uma voz serão muitas vozes, e nada além do permitido será tolerado, doa a quem doer.  

Vale lembrar que atitudes assim eram comuns e bem aceitas até bem pouco tempo atrás, muitos jovens e adultos que acompanhavam programas como o pânico na tv e outros, que eram especialistas em depreciar qualquer pessoa, principalmente em objetificar e humilhar as mulheres. Quando consideradas “feias” eram ridicularizadas, quando “bonitas” objetificadas, logo não existe escapatória quando se é mulher, o seu destino é o desrespeito, é pedir migalhas por aceitar o que eles querem oferecer.

Dessa forma os “homens de família” se sentiam respaldados pelo machismo legalizado de todos os dias, desde aquela piadinha nojenta dita em suas rodas masculinas, até videos tranquilamente espalhados pelo mundo, para eles tudo é possível, ou era. Diante de tantos comentários contrários ao esperado pelos protagonistas da babaquice exibida na web, os misóginos confessos se dizem “vitimas” de exageros. Defendidos por uma minoria com frases do tipo “também não precisava tanto”, tiveram a sua vida profissional invadida, a vida pessoal exposta, os seus segredos de irresponsabilidade paterna anunciados  para o mundo, e se dizem dignos de pena.

Sendo didática, é bom lembrar que mulheres são invadidas dessa forma o tempo todo, como quando falam de sua genitália por simples exposição, vazam propositalmente vídeos ou fotos intimas. Para eles trata-se de uma genitália, e todo o conjunto esta ali para a diversão, seja como for, da forma que decidirem que deve ser. Isso justifica o uso da palavra “exagero” contra aqueles que reprovaram o ato, e toda a repercussão do caso. Talvez a maioria dos homens não perceba, ou não se importe, mas ser mulher é ser invadida sempre, seja por olhares, gestos ou julgamentos, e não apenas em questões sexuais. Somos apontadas, perseguidas e invalidadas. É como se fossemos eternas crianças incapazes, e a disposição do uso masculino.

O assunto que envolve esta questão é muito amplo e complexo, não caberia se estender por essas linhas mais causas, ou consequências. O fato é que agora a consciência nos tocou, e queremos o nosso espaço, exigimos o direito de ir e vir. A voz das mulheres esta sendo ouvida, esclarecendo e exigindo por todos os cantos do mundo, e isso acontece por que todas nós queremos uma coisa só, respeito. As punições irão acontecer de um jeito ou de outro, as mudanças são inevitáveis, não nos tratarão como se não existissem opiniões ou alternativas. Gostem ou não, a cada dia mais vozes falarão, ou mudem a postura, ou se mudem de planeta!




Texto: Grazy Nazario

terça-feira, 8 de maio de 2018

A Graduada



Na mesa do bar.

- O que aconteceu Milla, por que ontem me ligou chorando? – Perguntou Flor.
- Nem sei como começar. – Ela respirou fundo. – Você jura não brigar comigo?
- Não começa a choramingar garota! – Respondeu Isadora se intrometendo.
- Flor, eu não vou suportar ter passado por tudo aquilo, e você ainda brigar comigo.
- Ta, eu prometo. – Disse Flor revirando os olhos.
As três moças se ajeitaram em suas cadeiras.
- Vocês se lembram de que eu estava conversando com aquele cara?
- Qual? – Perguntou Flor.
- O Carlos, o Joaquim, ou o Ricardo!? –Questionou Isadora, enquanto olhava as unhas.
- Credo Isadora! Quem ouvir você falando assim diz que sou uma devoradora de homens!
- Não é nada disso Milla! Eu só estou confusa mesmo. Lembra, estou desatualizada.
- É verdade. – Respondeu Milla contrariada. - Mas eu estou falando do Felipe!
Isadora gargalhou. Flor a encarou, e ela engoliu o riso.
- Eu fui ontem ao motel com ele, resolvi desobedecer a regra dos três encontros.
- Você sempre desrespeita alguma regra! – Respondeu Isadora.
- Eu nunca entendi de onde você tirou essa regra louca! – Flor respirou fundo.
- Então gente, mas não tem nada a ver com o sexo. Tem a ver com o depois dele.
Ambas arregalaram os olhos e focaram na amiga.
- O Felipe me pareceu complexado com questões relacionadas a dinheiro, carreira, estudos... Enquanto estávamos deitados começamos a conversar sobre planos futuros.
- Meu Deus! Por que você quer tanto falar de planos futuros Milla? – Interrompeu Flor.
- Você é obcecada com isso menina! – Esbravejou Isadora.
- Gente, eu só quero um namorado! – Milla bateu a mão na mesa.- Pelo menos não sou igual a Isadora, que tem medo de todas as pessoas que se aproximam. Ou como você Flor que fica analisando tudo. – Ela bebeu um gole de cerveja. – Cada uma com sua loucura.
- Quem é louca aqui? – Disse Bella, que chegou puxando uma cadeira e sentando.
- Que bom que você chegou amiga, você é a mulher mais ponderada que conheço. Como ia dizendo. – Ela respirou. - Falei para o Felipe sobre o curso técnico horrível que ele estava fazendo e parou no inicio do ano. Aconselhei a nem continuar, por que pagam pouco, e é uma área que não tem prosperidade futura.
Todas continuaram caladas. O que a fez continuar
- Mas ele se sentiu mal. – Ela disse irritada. – Falou que eu era fresca porque sou graduada. Ficou irritado por que o valor do meu Vale refeição é três vezes maior que o dele, e também disse que eu deveria dividir a conta de tudo com ele!
- Dividir a conta? – exclamou Isadora irritada. – No primeiro encontro? – lembra ele que os homens ainda ganham cerca de 30% a mais que nós, principalmente em cargos de chefia.
- Não é o caso dele né amiga. – Milla sorriu sem jeito. – Acho que isto deve ser um problema real pra ele.
- Mas por que falar tantas coisas assim com um completo desconhecido? – Questionou Bella.
- Eu me senti a vontade de conversar...
- E a novidade?  Você sempre esta a vontade demais! – Falou Isadora.
Todas começaram a falar juntas, até que nada era possível de se ouvir.
Flor interrompeu:
- Espera! – Ela gritou. Em seguida se fez silêncio. - Como ele sabe o Valor do seu vale refeição!?
Milla iniciou uma crise.
- Quantas perguntas! Eu sabia que vocês iriam brigar. Ele é doido, e surtou. Falou que eu estava querendo fazer ele se sentir inferior por ser graduada! Mas eu nem pensei nisso meninas, não tenho por que mentir pra vocês. Eu não entendi nada. 
- Onde a gente acha este cara pra dar uns tapas nele? – Perguntou Isadora num misto de raiva e riso.
- Ninguém vai bater em ninguém Isadora. Vamos ser práticas. – Disse Bella. – Você falou com ele depois?
- Não.
- Bloqueia! – Disse Flor. – O cara falou do seu VR, é um zóião. Que energia horrível!  
- Calma meninas! Vamos pensar em algo bacana. – Respondeu Bella. - Você tem vários caminhos, mas temos que pensar em algo sensato pra você não se expor mais.  
– Eu não fiz nada demais. – Disse Milla cabisbaixa.
- Você não tem nada a ver com a vida dele. Como passam essas coisas por sua cabeça? – Perguntou Bella ao esvaziar o copo inteiro de cerveja.
- Você fala demais Milla. Embora, ele não devesse se sentir inferior por namorar uma graduada, ou se assuma com o ensino médio, ou se gradue também. Você não tem culpa das questões mal resolvidas da vida dele.
- Eu também acho. - Respondeu Milla com um leve sorriso.
- Mas você não deve dar palpite na vida de ninguém. – Retrucou Bella no mesmo instante. – Ele não é seu amigo, você esta conhecendo ele agora. Não faz sentido falar sobre trabalho próspero ou não lucrativo.
- Mas amiga, se a gente fosse namorar eu queria que ele estivesse “correndo” comigo.
- Você sabe se ele é uma pessoa bacana pra entrar na sua vida? Além disso, se ele não te acompanha, nem perde tempo tentando mudar quem ele é, muda de pessoa. Entendeu?
Milla se calou. E alguns minutos depois:
- Isso tudo é verdade. – Ela suspirou. – Eu nem gostei dele na verdade, beija super mal. Acho que vou bloquear ele em todas as redes. – Disse ela ao olhar o celular.
- Não faz isso não. – Aconselhou Bela. – Apaga as conversas, e exclui o numero. Que seja um inexistente, nem a sua consideração merece.  
- Ta ok. Nem vou questionar, já fiz muita besteira. – Milla ergueu o braço e pediu mais uma cerveja. – Vamos comemorar, me livrei de um babaca!
- Verdade! – Disse Isadora. – Devo te lembrar de que você não deve se comprometer com ninguém garota, a nossa viagem ao Capitólio esta marcada para daqui a 4 semanas, não inventa Milla. – Ela sorriu.
- Certeza. – Vou ficar quieta até lá.  
Flor apontou o braço para a amiga, e com o cenho fechado disse:
- Você nos deve!
- O que foi Flor? Do que você esta falando. – Todas olharam para Milla.
Ela ficou pensativa, depois de alguns instantes sorriu.
- Já sei! – Ela revirou os olhos. – Você quando se apega em alguma coisa...
Todas falaram numa única voz:
- O VR! – Todas Riram.
- A conta hoje é sua, moça do VR cheio! – Disse Flor sorrindo.


Texto: Grazy Nazario 




terça-feira, 11 de abril de 2017

Por que é tão difícil entender a Emilly?

Mesmo sem acompanhar o Big Brother Brasil é impossível ficar indiferente diante do que aconteceu com a participante do programa, a Emilly. Após assistir a um resumo de vários tipos de agressão e opressão por parte de seu par dentro da casa, percebi por que a situação ficou insustentável e o programa providenciou a saída do participante.

Mas por que ainda assim julgam a atitude da garota?  Por que ela o defendeu?

Essas pessoas que questionam uma atitude comum por parte das mulheres, parecem se esquecer sob qual perspectiva de vida as meninas são criadas (até hoje inclusive), nos é ensinado que somos as responsáveis por tudo, inclusive pelo mau comportamento dos homens, seja namorado, irmão, colegas de trabalho e até estuprador! Como se eles nunca soubessem o que fazem ou que não precisassem saber ou se responsabilizar por nada.

Pense, TUDO em torno da vida do homem depende de como ele é tratado por uma mulher.
  E isto está correto?

Durante todo o nosso crescimento como ser humano somos condicionadas a aceitar tudo como normal, mas isso não acontece através de palavras ou obrigatoriedade, acontece como se pertencesse a nossa “natureza”.

Tá de brincadeira!

Acontece a todo o tempo e de varias formas, as explorações físicas e intelectuais a quais somos expostas é de doer quando se analisa a fundo. São situações comuns que nos faz acreditar que somos as culpadas pelos erros do outro, pelos males do mundo.

Será que é mesmo tão difícil entender que ele é responsável por seus atos, e que se ela é “fresca”, “chata”, ou “infantil”, como eu ouvi, cabe a ele não se relacionar com ela simplesmente, ou respeitar o seu modo de enxergar o mundo, ou apenas esperar dela algumas mudanças a partir de seu amadurecimento pessoal. A vida é dela, simples assim, apenas a deixe viver.

Ver mulheres falando mal de colegas numa situação como estas é péssimo, pois quando tira o direito de uma, está fazendo isso com todas. Não somos e não precisamos ser perfeitas, precisamos de ajuda. Quando a sua amiga, irmã, mãe ou qualquer mulher estiver em situação semelhante, não a julgue, ofereça o seu ombro, sua ajuda.

A garota do BBB, assim como aquela pessoa que você conhece, não enxerga isso que vemos com a razão, as questões de sentimentos ou carência do ser humano são dignas de diversos estudos e mexe conosco de maneiras ainda inexplicáveis, e quando se trata das mulheres isso é mais intensificado. Somos criadas para isso, os contos de fadas que o diga!  


E é para isso que servem os amigos que nos cercam, nos mostrar aquilo que as vezes não enxergamos, mesmo quando esta nos fazendo muito mal. Não julgue, tenha empatia, se não pode ajudar se cale, mas não reforce o coro do machismo, não atrase as nossas vitorias, não defenda o erro. E que o mundo nos permita perceber o mal, antes dele nos aterrar ao chão sem reação diante de nós mesmas.    


Texto: Grazy Nazario. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Mulheres na Política



Pensar em mulheres na politica ainda assusta, inclusive as próprias mulheres. Quando pensamos nas mulheres decidindo e pensando o que é realmente importante para a sociedade, é como se algo dissesse “ela não sabe o que esta fazendo”. As pessoas foram ensinadas a acreditar que apenas os homens possuem esta capacidade, e mesmo sabendo que isto não é verdade, a insegurança é implantada em cada uma das mulheres e reforçada a cada dia por homens igualmente inseguros. Mas a cultura diz que ele é capaz, que sabe e precisa fazer isto, se errar aprenderá com os erros, tudo esta em suas mãos. Isto vem acompanhado de um medo imensurável daquilo que elas podem fazer quando realmente se descobrem, e aprendem a usufruir daquilo que sempre fora ofertado aos homens, a liberdade do pensamento.

Diante da realidade política brasileira e mundial não é preciso falar em estatísticas, basta olhar o cenário politico, nos Municípios, Estados e no âmbito Federal. A diferença é vergonhosa, e as mulheres que conseguem se inserir na politica, através de muito apoio e trabalho, sentem dificuldades em fazer acontecer os seus projetos. Além das dificuldades comuns para todas as pessoas no campo político, existe algo a mais, ela é mulher.

Não existe empatia ou simpatia em relação as mulheres, quando você mostra competência eles te invejam, e sempre tentam de algum modo diminuir o seu feito, já que não foi ele quem fez. E quando algo se fundamenta como errado ou ruim é o fim do mundo em proporções gigantescas. É claro que isto também acontece em relação a outros homens, a competição sempre existiu, mas em relação a mulher cria-se uma espécie de sentimento de inferioridade, já que fomos, mesmo sem pedir, submetidos a ideologia de superioridade por parte dos homens. Sem contar o assédio, muitos homens realmente acreditam que as mulheres devem estar ali para “divertir” o lugar, e não trabalhar, ou quem sabe manter o ambiente higienizado para que eles façam o trabalho que lhes cabem com mais tranquilidade.

 A saída da presidenta do Brasil tem muito a ver com o machismo nosso de cada dia, mesmo que alguns demagogos digam que não, isto é muito óbvio, e eu ficaria aqui listando os milhares de motivos dessa verdade. A começar por decisões diferenciadas de seu antecessor, esta é uma das provas de que a sua politica é sim diferente, a sua objetividade não agrada aos velhos conservadores acostumados com a objetificação feminina, o que elas querem mesmo é trabalhar, mostrar serviço,  estão há séculos e séculos atrasadas na arte de decidir e criar. O desespero dos conservadores esta em perceber a rasa experiência e imensa competência e vitalidade das mulheres. O medo de que ouçam a sua voz é assustador.

Mesmo com as decisões femininas colocadas à prova ainda antes de serem escritas no papel, é como se o erro fosse inadmissível e o acerto não existisse, ela ainda permanece, cresce e conquista o seu espaço. Mesmo reconhecendo o fato de por muito tempo serem completamente excluídas das experiências que ultrapassasse o “ser mãe e dona de casa”, ela conseguiu se superar e, como todo ser humano buscar o seu lugar ao sol. Aprende a cada dia a decidir a partir daquilo que acredita, pois tem capacidade de pensar, agir e praticar escolhas.

As mulheres podem estar na politica de varias maneiras, se informando, discutindo ou se inteirando de assuntos sobre as necessidades do seu país, estado, cidade ou bairro, cada uma em sua dimensão e conhecimento conquista e mantém a sua verdade e expressão. Decidem e se redescobrem, se enxergam como algo além de Bela, recatada e do Lar.

Não precisam mais estar por detrás de um grande homem para ser uma grande mulher. Ela é uma grande mulher sozinha ou acompanhada. A busca das mulheres na politica esta em perceber as necessidades das pessoas a partir de sua sensibilidade, e conquista-las com sua força, reconhecer a sua capacidade ímpar, e caminhar ao lado daqueles que contribuem e respeitem esta realidade de forma natural.  

Mulheres na politica não esperam por privilégios, nem castigos, o justo contenta.  

Texto: Grazy Nazario.

terça-feira, 22 de março de 2016

Reflexão

INTERTEXTO

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia internacional da Mulher - Mulheres de Luta!


O reflexo das batalhas femininas ao longo da história aos poucos toma forma e ilustra de maneira clara a cada dia a conquista de um espaço, que antes jamais fora permitido. No entanto a problemática envolvendo estas questões são milhares, e transitam desde o descobrimento da mulher como protagonista da própria vida, transformações sociais de gêneros, questões culturais, socioeconômicas, entre outras, além do perceber-masculino diante de uma realidade absolutamente desconhecida. Está tudo muito louco, mas nunca o cenário foi tão favorável às mudanças, e o caminho tão certo.

Neste dia internacional da mulher ainda temos grandes índices de violência contra as mulheres, e o pior, os números não baixam! Sem contar os casos de descumprimento de responsabilidades paternas, discursos de intolerância contra os novos gêneros identificados e assumidos de forma aberta, e ainda questões como aborto, feminicídio e sexualidade, ao qual não se abrem debates, simplesmente se fecham, e nos fecham para as possíveis discursões, como se não fossemos capazes de entender ou decidir o que é melhor para nós. Em pleno século XXI a mulher contemporânea é vitima de sua colocação social, daquilo que escolheram para ela ser, e que ela aceitou como sendo a sua única alternativa.

As questões de comportamento ainda são o ponto chave da maioria das situações divergentes entre homens e mulheres, até mesmo dentro dos grupos. Todos estão em atritos, são opiniões geradas a partir de milhares de anos, são condutas fixadas culturalmente, a partir de fundamentos diversos e de varias natureza, e ainda é preciso considerar que cada pessoa sente a vida a seu modo, e muitas vezes a discordância enriquece o debate, o importante é ter foco, é entender que o principal é a igualdade de direitos, e não a submissão.

Diante de um quadro confuso e absolutamente novo, homens e mulheres sentem dificuldades em entender o que devem fazer para passar por esta fase, e evoluir a partir dela, ou pior, administrar a duvida em como direcionar o seu posicionamento. Além disso, existem aqueles que negam a realidade, se comportam como se as mudanças não acontecessem, não leem, estudam, ou simplesmente ignoram tudo! Desejam criar filhos e manter opiniões que meramente não cabem, é como tentar encaixar um quadrado em uma abertura circular, é apenas impossível.

As mudanças acontecerão, ora mais lenta, ora mais rápida, e todos serão remexidos de sua zona de conforto, para descobrir o novo, é preciso negar o velho, deixar aquilo que acreditamos durante toda a nossa vida e se abrir as mudanças, isto é difícil, e leva tempo, porém é possível.

Quanto à duvidas recorrentes, é simples, entender as vontades femininas, é mais que básico. A mulher não é uma extensão de nada, nem de ninguém, mas um ser individual e único, que se mantem e se basta, cada uma a seu modo espalha a sua essência. Querem ser cuidadas sim, mas entenda, ela sabe se cuidar, e exige respeito quando quiser uma coisa ou outra, isto é essencial para a sua felicidade e independência como ser humano.

A mulher não precisa ser heroína por carregar as grandes responsabilidades da humanidade, cada qual com a sua parte, por favor! Ninguém quer ser considerada “Super” por se anular, não compreender o próprio valor, ou não se considerar o bastante para fazer as próprias escolhas. As responsabilidades devem ser divididas de acordo com seu tempo, as suas qualificações e disponibilidade, e jamais por seu gênero.  

A cada dia a mulher se descobre mais, deseja ser parte integra, e integrada na sociedade, mesmo enfrentando as dificuldades, aprendemos a ser fortes, e não é por que alguns têm preguiça de consertar o mundo, que vamos aceitar de qualquer jeito.  

Por: Grazy Nazario.


Dia internacional da Mulher - Mulheres de Luta!


O reflexo das batalhas femininas ao longo da história aos poucos toma forma e ilustra de maneira clara a cada dia a conquista de um espaço, que antes jamais fora permitido. No entanto a problemática envolvendo estas questões são milhares, e transitam desde o descobrimento da mulher como protagonista da própria vida, transformações sociais de gêneros, questões culturais, socioeconômicas, entre outras, além do perceber-masculino diante de uma realidade absolutamente desconhecida. Está tudo muito louco, mas nunca o cenário foi tão favorável às mudanças, e o caminho tão certo.

Neste dia internacional da mulher ainda temos grandes índices de violência contra as mulheres, e o pior, os números não baixam! Sem contar os casos de descumprimento de responsabilidades paternas, discursos de intolerância contra os novos gêneros identificados e assumidos de forma aberta, e ainda questões como aborto, feminicídio e sexualidade, ao qual não se abrem debates, simplesmente se fecham, e nos fecham para as possíveis discursões, como se não fossemos capazes de entender ou decidir o que é melhor para nós. Em pleno século XXI a mulher contemporânea é vitima de sua colocação social, daquilo que escolheram para ela ser, e que ela aceitou como sendo a sua única alternativa.

As questões de comportamento ainda são o ponto chave da maioria das situações divergentes entre homens e mulheres, até mesmo dentro dos grupos. Todos estão em atritos, são opiniões geradas a partir de milhares de anos, são condutas fixadas culturalmente, a partir de fundamentos diversos e de varias natureza, e ainda é preciso considerar que cada pessoa sente a vida a seu modo, e muitas vezes a discordância enriquece o debate, o importante é ter foco, é entender que o principal é a igualdade de direitos, e não a submissão.

Diante de um quadro confuso e absolutamente novo, homens e mulheres sentem dificuldades em entender o que devem fazer para passar por esta fase, e evoluir a partir dela, ou pior, administrar a duvida em como direcionar o seu posicionamento. Além disso, existem aqueles que negam a realidade, se comportam como se as mudanças não acontecessem, não leem, estudam, ou simplesmente ignoram tudo! Desejam criar filhos e manter opiniões que meramente não cabem, é como tentar encaixar um quadrado em uma abertura circular, é apenas impossível.

As mudanças acontecerão, ora mais lenta, ora mais rápida, e todos serão remexidos de sua zona de conforto, para descobrir o novo, é preciso negar o velho, deixar aquilo que acreditamos durante toda a nossa vida e se abrir as mudanças, isto é difícil, e leva tempo, porém é possível.

Quanto à duvidas recorrentes, é simples, entender as vontades femininas, é mais que básico. A mulher não é uma extensão de nada, nem de ninguém, mas um ser individual e único, que se mantem e se basta, cada uma a seu modo espalha a sua essência. Querem ser cuidadas sim, mas entenda, ela sabe se cuidar, e exige respeito quando quiser uma coisa ou outra, isto é essencial para a sua felicidade e independência como ser humano.

A mulher não precisa ser heroína por carregar as grandes responsabilidades da humanidade, cada qual com a sua parte, por favor! Ninguém quer ser considerada “Super” por se anular, não compreender o próprio valor, ou não se considerar o bastante para fazer as próprias escolhas. As responsabilidades devem ser divididas de acordo com seu tempo, as suas qualificações e disponibilidade, e jamais por seu gênero.  

A cada dia a mulher se descobre mais, deseja ser parte integra, e integrada na sociedade, mesmo enfrentando as dificuldades, aprendemos a ser fortes, e não é por que alguns têm preguiça de consertar o mundo, que vamos aceitar de qualquer jeito.  

Por: Grazy Nazario.


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