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sábado, 17 de novembro de 2018

Biografia - Grazy Nazario


Projeto "Mulher Fora da Vitrine"

É um livro aobre mulheres, mas não apenas para mulheres ler. Trata-se de uma coletânea de historias protagonizadas por mulheres, diversos temas, cada uma diante de uma realidade diferente. Nos ensinando e nos apresentando varias formas de ver a vida, o amor a si mesma e ao próximo. 
Vale a pena conferir! 

Biografia da autora

Grazielle Nazario de Oliveira nasceu na cidade de São Paulo; é graduada em Artes Visuais e atua como professora na rede publica de ensino, é escritora de ficção, contos, crônicas e artigos de assuntos diversos. Também faz publicações semanais em blogs, além de produzir vídeos publicados na rede.
Seus trabalhos tratam de assuntos variados voltados a temas atuais, principalmente relacionados aos direitos das mulheres, lutas e conquistas. Acredita que a reflexão é a principal ferramenta das diversas linguagens da arte.  
Contato: E-mail: graziellenazario10@hotmail.com
Para conhecer melhor os seus trabalhos acesse:
 Guerrilha Feminina






domingo, 2 de setembro de 2018

Ariana Grande, um pouco sobre ser mulher


Ariana Grande é atriz, cantora e apresentadora, vinte e cinco anos, jovem, e Pop star. A biografia dela realmente não interessa, acredito na importância de dizer pra deixar bem claro que não existe distinção, preferencia, cor ou raça, falamos de gênero, sobre o que é ser mulher.

O assédio sofrido pela cantora norte americana Ariana Grande é o ato mais comentado da internet, talvez isso tem a ver com a fato do assediador ser pastor e estar em um funeral, por se tratar de uma pop star, ter sido gravado, ou por seus fãs terem tomado as dores da moça, enfim são muitas as variantes. O fato é que estamos falando influenciadores, pessoas que deveriam servir como exemplo de respeito entre as pessoas, mas se mostram seres desprezíveis, e incluo entre o pastor outras personalidades ali presentes.

 Mulheres são alvos. É assim que nos sentimos nas ruas, ou quando vamos apresentar um projeto, e a pessoa a avaliar é homem. São tantas idiotices que ouvimos para ser aceitas no mercado de trabalho, para mostrar o que somos como artistas e profissionais que chega a enojar. Noticias assim nos fazem ver que não estamos sozinhas, o abuso esta em todos os cantos do mundo e sem muitos disfarces, ele acontece como se fosse permitido, como se o melhor fosse fingir que não aconteceu, como se o medo devesse ser nossa eterna companhia.  

É chocante assistir a cena e ver a moça não saber o que fazer, naquele momento me lembrei de quantas vezes me senti daquele jeito, sem entender qual deveria ser a minha atitude. Afirmo que se você é mulher já sentiu isso em algum momento da sua vida ou em vários. Isso e coisas piores acontecem com muito mais frequência nas periferias, nos lares, nas grandes e pequenas empresas, naqueles lugares em que câmeras e microfones não estão disponíveis para oferecer provas de que não estamos loucas, para que nós mesmas não tentamos nos convencer disso.  

Ser mulher é não estar segura em lugar nenhum do mundo, não existe espaço para mulher ter voz e se sentir em paz, ter segurança em relação ao seu corpo e ao que ela é, seja no parque, nas ruas, bares, shoppings, no velório, na igreja ou em casa junto aos familiares. A liberdade feminina parece uma utopia. Vivemos aterrorizadas com o que o mundo criou para nós, e continua a cultivar. Não existe segurança, não querem nossa autoestima, não impulsionam nosso sucesso, somos o objeto. Pretendem que perdure infinitamente a reprodução de propostas que garanta o quanto somos objetos em qualquer lugar e de todas as formas, o outro sexo a mercê do que desejarem fazer.

Ariana não terá problemas financeiros para contratar advogados e ter quem lute por ela nesta causa em vias judiciais, assim torço para que aconteça. Mas e como ficam todas as outras? Distantes dos olhos do mundo, sem forças, ou o empoderamento necessário pra gritar e dizer NÃO toque em mim! A repercussão desse caso deve nos trazer á luz a realidade de cada dia, não queremos as suas desculpas Pastor, queremos que não seja canalha e que não reproduza a sua canalhice. Queremos que você mude a sua concepção do que é ser mulher (se é que isso é possível), e que passe isto adiante para que meninos e meninas aprendam a respeitar o outro como ser humano. Não queremos e não iremos conviver com nada diferente disso.

Mulheres não se calem, não encubram homens e seus feitos não consentidos. Roupa não é convite, sorriso não é permissão, intimidação não é paquera.  Não culpem a vitima, não reforcem o coro dos abusadores, e criminosos, não sejam coniventes com o erro, a vitima nunca é culpada. Somos nós por nós, se una ao inimigo é será a próxima vitima.  Se perceba como ser humano, ninguém tem o direito de te tocar, isto não é exagero, nem miimimi, esta é a lei. Se somos nós a cultivar os pensamentos, que eles sejam transformados a favor da liberdade.



Texto: Grazy Nazario.



terça-feira, 7 de agosto de 2018

Musica: Geni e o Zepelim - - Qual tipo de Geni você já foi?


Qual tipo de Geni você já foi? 

É possível avaliar a partir de várias óticas o que acontece com "Geni", pensando em uma menção às mulheres, que sendo ou não prostitutas serão julgadas, pois sempre somos. Não importa o que as mulheres fazem,ou como fazem, o julgamento virá e por parte daqueles tão pecadores quanto elas (já disse assim alguém conhecido como Jesus Cristo), e as pessoas continuam a buscar alguém para "Tacar a Pedra", serás julgada e condenada.

Ao seguir na canção, quando precisam dos "serviços" da tal Geni que não vale nada, mas também não vale menos que a população à ser bombardeada, todos a buscam...
 E o final é a própria realidade.

Então qual é a Geni que você esta sendo? 

Quantas vezes você deixou de fazer algo com medo de ser julgada, ou ao ser condenada por alguém deixou de fazer o que queria?
E quantas vezes a pedido dessas mesmas pessoas fez algo contra a sua vontade para "salvar" ou ajudar alguém? E depois viu isso voltar como revolta após seu feito, e foi ainda mais bombardeada.

Seria Geni a grande salvadora dessa historia, por sua atitude, ou dizer isso seria hipocrisia já que ela também salvou a própria pele?

Claro que isso é só uma musica, uma mera construção de versos e melodia, e nada tem a ver com a realidade. Afinal que bondade caberia no coração da danada Geni?

A arte é mágica, e pode nos trazer a luz da consciência quando assim permitimos. Só sei dizer que toda escolha pertence a cada uma de nós, e chegará o momento que as consequências irão nos alcançar.
Cada decisão deve ser pautada por suas escolhas e preferencias, cuidado para não se enganar ao pensar que farão o melhor para você, esta é a sua função.



terça-feira, 31 de julho de 2018

Uma musica, varias interpretações - Mulheres

Mulheres

Marcos estava muito nervoso aquele dia. Havia programado tudo que aconteceria naquela noite a muito tempo em sua cabeça. As falas, os olhares, os sorrisos, os beijos. Passou a semana inteira que antecedia a noite ensaiando suas falas. Todas as vezes em frente ao espelho. Ao deitar revia em suas memórias todos os momentos que o trouxeram até ali. Marcos sempre um bom vivam, um boêmio. Frequentador assíduo da noite carioca.

            Mas apesar de toda a sua vida na boemia, sentia que agora, tinha chego a hora de realmente sossegar ao lado de alguém. Já tinha tido todo o tipo de romance, com mulheres de todas as cores, idades e amores. Com algumas por certo tempo achava que daria certo, pra outras apenas um pouco se dava.

            Enfim chegara a noite que tanto esperava. As reservas no restaurante já estavam feitas, o mesmo restaurante que adoravam ir. As alianças tinham sido compradas a um mês antes. Escolhidas meticulosamente.

            Algumas horas antes do horário marcado estava muito ansioso com tudo. E como toda a ansiedade que se preze, ela vem recheada de dúvidas. Relembrou todos as mulheres atrevidas, acanhadas, vividas, casadas carente e as solteiras felizes com quem já tinha se relacionado. Lembrou de todas as donzelas assim como todas as meretrizes com quem compartilhou a cama. Pensava se realmente era aquilo que ele queria. Se realmente estava fazendo a coisa certa.

            Todas as aventuras com mulheres cabeças e desequilibradas, mulheres confusas, as de guerra e paz reapareceram em sua memória. Quanto mais o tempo passava, mais próximo do compromisso chegava, e ele se convencia de que nenhuma delas o tinha feito tão feliz. A cada hora se reafirmava em seu coração que já tinha procurado a felicidade em todas as mulheres, mas não havia encontrado. Tudo começava bem, mas acabava tendo um fim, e vinha a saudade de um único amor.

            A hora havia chego. Antes de ir pra o restaurante, parou em frente ao espelho. Estava bem alinhado num terno novo que tinha comprado. Olhou nos olhos do seu reflexo e pensou que tinha encontrado o sol de sua vida, a sua vontade. Que tudo aquilo não era mentira e sim verdade. Que aquilo era tudo o que um dia ele tinha sonhado. 

Então apagou as luzes e foi para o restaurante.

            Se encontraram no bar do restaurante, com um beijo leve de cumprimento. A mesa reservada já estava pronta. Sentaram nela um de frente ao outro. Marcos achou que explodiria de ansiedade. Não podia cogitar beber ou comer algo com toda agitação que se passava no seu estomago. Já estava difícil de respirar. Não aguentaria esperar nem mais um minuto. Após o garçom sair, ele baixou a cabeça, colocou a mão seu bolso para sentir a caixa e disse:

- Tenho uma coisa muito importante para te pedir;

            Sem nem esperar nenhuma reação, gesto ou resposta, ele tirou a caixa do bolso e abriu. 
Olhou fundo nos olhos e disse:

- Pedro, que ser casar comigo?





Texto: Clara C.

terça-feira, 8 de maio de 2018

A Graduada



Na mesa do bar.

- O que aconteceu Milla, por que ontem me ligou chorando? – Perguntou Flor.
- Nem sei como começar. – Ela respirou fundo. – Você jura não brigar comigo?
- Não começa a choramingar garota! – Respondeu Isadora se intrometendo.
- Flor, eu não vou suportar ter passado por tudo aquilo, e você ainda brigar comigo.
- Ta, eu prometo. – Disse Flor revirando os olhos.
As três moças se ajeitaram em suas cadeiras.
- Vocês se lembram de que eu estava conversando com aquele cara?
- Qual? – Perguntou Flor.
- O Carlos, o Joaquim, ou o Ricardo!? –Questionou Isadora, enquanto olhava as unhas.
- Credo Isadora! Quem ouvir você falando assim diz que sou uma devoradora de homens!
- Não é nada disso Milla! Eu só estou confusa mesmo. Lembra, estou desatualizada.
- É verdade. – Respondeu Milla contrariada. - Mas eu estou falando do Felipe!
Isadora gargalhou. Flor a encarou, e ela engoliu o riso.
- Eu fui ontem ao motel com ele, resolvi desobedecer a regra dos três encontros.
- Você sempre desrespeita alguma regra! – Respondeu Isadora.
- Eu nunca entendi de onde você tirou essa regra louca! – Flor respirou fundo.
- Então gente, mas não tem nada a ver com o sexo. Tem a ver com o depois dele.
Ambas arregalaram os olhos e focaram na amiga.
- O Felipe me pareceu complexado com questões relacionadas a dinheiro, carreira, estudos... Enquanto estávamos deitados começamos a conversar sobre planos futuros.
- Meu Deus! Por que você quer tanto falar de planos futuros Milla? – Interrompeu Flor.
- Você é obcecada com isso menina! – Esbravejou Isadora.
- Gente, eu só quero um namorado! – Milla bateu a mão na mesa.- Pelo menos não sou igual a Isadora, que tem medo de todas as pessoas que se aproximam. Ou como você Flor que fica analisando tudo. – Ela bebeu um gole de cerveja. – Cada uma com sua loucura.
- Quem é louca aqui? – Disse Bella, que chegou puxando uma cadeira e sentando.
- Que bom que você chegou amiga, você é a mulher mais ponderada que conheço. Como ia dizendo. – Ela respirou. - Falei para o Felipe sobre o curso técnico horrível que ele estava fazendo e parou no inicio do ano. Aconselhei a nem continuar, por que pagam pouco, e é uma área que não tem prosperidade futura.
Todas continuaram caladas. O que a fez continuar
- Mas ele se sentiu mal. – Ela disse irritada. – Falou que eu era fresca porque sou graduada. Ficou irritado por que o valor do meu Vale refeição é três vezes maior que o dele, e também disse que eu deveria dividir a conta de tudo com ele!
- Dividir a conta? – exclamou Isadora irritada. – No primeiro encontro? – lembra ele que os homens ainda ganham cerca de 30% a mais que nós, principalmente em cargos de chefia.
- Não é o caso dele né amiga. – Milla sorriu sem jeito. – Acho que isto deve ser um problema real pra ele.
- Mas por que falar tantas coisas assim com um completo desconhecido? – Questionou Bella.
- Eu me senti a vontade de conversar...
- E a novidade?  Você sempre esta a vontade demais! – Falou Isadora.
Todas começaram a falar juntas, até que nada era possível de se ouvir.
Flor interrompeu:
- Espera! – Ela gritou. Em seguida se fez silêncio. - Como ele sabe o Valor do seu vale refeição!?
Milla iniciou uma crise.
- Quantas perguntas! Eu sabia que vocês iriam brigar. Ele é doido, e surtou. Falou que eu estava querendo fazer ele se sentir inferior por ser graduada! Mas eu nem pensei nisso meninas, não tenho por que mentir pra vocês. Eu não entendi nada. 
- Onde a gente acha este cara pra dar uns tapas nele? – Perguntou Isadora num misto de raiva e riso.
- Ninguém vai bater em ninguém Isadora. Vamos ser práticas. – Disse Bella. – Você falou com ele depois?
- Não.
- Bloqueia! – Disse Flor. – O cara falou do seu VR, é um zóião. Que energia horrível!  
- Calma meninas! Vamos pensar em algo bacana. – Respondeu Bella. - Você tem vários caminhos, mas temos que pensar em algo sensato pra você não se expor mais.  
– Eu não fiz nada demais. – Disse Milla cabisbaixa.
- Você não tem nada a ver com a vida dele. Como passam essas coisas por sua cabeça? – Perguntou Bella ao esvaziar o copo inteiro de cerveja.
- Você fala demais Milla. Embora, ele não devesse se sentir inferior por namorar uma graduada, ou se assuma com o ensino médio, ou se gradue também. Você não tem culpa das questões mal resolvidas da vida dele.
- Eu também acho. - Respondeu Milla com um leve sorriso.
- Mas você não deve dar palpite na vida de ninguém. – Retrucou Bella no mesmo instante. – Ele não é seu amigo, você esta conhecendo ele agora. Não faz sentido falar sobre trabalho próspero ou não lucrativo.
- Mas amiga, se a gente fosse namorar eu queria que ele estivesse “correndo” comigo.
- Você sabe se ele é uma pessoa bacana pra entrar na sua vida? Além disso, se ele não te acompanha, nem perde tempo tentando mudar quem ele é, muda de pessoa. Entendeu?
Milla se calou. E alguns minutos depois:
- Isso tudo é verdade. – Ela suspirou. – Eu nem gostei dele na verdade, beija super mal. Acho que vou bloquear ele em todas as redes. – Disse ela ao olhar o celular.
- Não faz isso não. – Aconselhou Bela. – Apaga as conversas, e exclui o numero. Que seja um inexistente, nem a sua consideração merece.  
- Ta ok. Nem vou questionar, já fiz muita besteira. – Milla ergueu o braço e pediu mais uma cerveja. – Vamos comemorar, me livrei de um babaca!
- Verdade! – Disse Isadora. – Devo te lembrar de que você não deve se comprometer com ninguém garota, a nossa viagem ao Capitólio esta marcada para daqui a 4 semanas, não inventa Milla. – Ela sorriu.
- Certeza. – Vou ficar quieta até lá.  
Flor apontou o braço para a amiga, e com o cenho fechado disse:
- Você nos deve!
- O que foi Flor? Do que você esta falando. – Todas olharam para Milla.
Ela ficou pensativa, depois de alguns instantes sorriu.
- Já sei! – Ela revirou os olhos. – Você quando se apega em alguma coisa...
Todas falaram numa única voz:
- O VR! – Todas Riram.
- A conta hoje é sua, moça do VR cheio! – Disse Flor sorrindo.


Texto: Grazy Nazario 




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